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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Biomas Brasileiros - Introdução (vídeo no final)


Nunca se falou tanto em meio ambiente quanto nos últimos 20 anos. Coferências sobre o clima e sobre a preservação ambiental em geral, relatam ano após ano, que os padrões de consumo que a humanidade tem adotado ao menos nesses dois últimos séculos, promoveram alterações  e consequencias danosas sendo muitas delas irreversíveis para o planeta. A escassez de recursos naturais como o petróleo e até mesmo a água já é uma realidade a ser administrada e sentida.

Não há fórmulas, tampouco tecnologias eficientes para resolver o problema ambiental a curto prazo. Paralelo ao problema da conservação da natureza está  justamente o problema dos padrões de consumo da espécie humana, que não cessam e que a cada dia aumentam vertiginosamente com o aumento da própria população mundial.

A manutenção desse padrão consumista e do pouco que resta dos recursos naturais quase escassos, fizeram com que iniciativas do Estado e do setor privado fossem adotadas para modificá-lo, alterando o mínimo possível  os interesses capitalistas de mercado que visa o lucro a qualquer custo. Daí surge a idéia de "desenvolvimento sustentável", de "consciência ambiental", do "ecologicamente correto", sendo que muitas dessas ideologias são frutos do próprio mercado para ludibriar o consumidor e mantê-lo fiel ao consumismo sem que este mesmo consumidor sinta-se culpado em contribuir para a degradação do meio ambiente.

A onda do "ecologicamente correto" utiliza recursos como selos para qualificar produtos e serviços promovendo-os no mercado para os "novos consumidores conscientes ambientalmente."

Mesmo consumindo produtos "ecologicamente correto", se esse consumo ocorre de forma desenfreada principalmente, o problema só aumentará, haja visto que estamos fadados ao conflito com o meio para a perpetuação da espécie humana.

Portanto, a mudança deve ocorrer não somente no modo de produção a passar de extremamente degradante para ecologicamente correto, mas também na consciência e na postura humana, que deve desapegar-se de sentimentos mesquinhos que levam o espírito humano a consumos desnecessários. Pode-se ter exemplos disso bem simples: Quantas vezes trocamos de celular a cada 2 anos ou menos que isso, somente porque o aparelho X lançado recentemente oferece mais aplicativos que o que já temos? Quantos equipamentos eletrônicos em geral, trocamos porque não compensa apenas consertar? Quantas vezes trocamos de carros em ótimo estado de conservação e funcionamento num período curto de 10 anos, sem necessidades?

O respeito às condições da Terra é essencial para que a espécie humana continue existindo. O próprio mundo business capitalista sabe que não há como manter a faceta de "desenvolvimento sustentável" se as condições de produção não forem adaptadas a cada bioma e por isso pregam que o desenvolvimento mundial hoje requer o conhecimento do potencial que oferecem os biomas.

Sátira às empresas ditas "verdes."

Contudo, sabemos de fato que o conhecimento do potencial dos biomas é vital, mas para a manutenção da vida acima de qualquer outro interesse, motivo este que se torna necessário e importante que haja uma consciência não somente ambiental, mas também política a cerca das questões preservacionistas principalmente por parte dos diversos setores que compõem a sociedade.

Extração da Castanha do Pará. Fonte: http://www.gestocult.wordpress.com/

Este post é uma introdução ao estudo específico dos Biomas Brasileiros. As próximas postagens especificarão cada bioma nacional, com a finalidade de tornar o assunto compreensível de uma forma bastante didática. Antes de se iniciar um estudo/pesquisa sobre os Biomas Brasileiros, é interessante conhecer alguns termos básicos e que são comuns à literatura sobre o assunto. Abaixo estão elencados alguns desses termos e seus respectivos significados:

Antropismo: Em Geografia, pode ser entendido como as atividades humanas que modificam o espaço.

Biodiversidade: Ou diversidade biológica, compreende a totalidade de variedade das formas de vida existentes na Terra (plantas, aves, mamíferos, insetos, microorganismos, etc.).

Bioma: Unidade biológica ou espaço geográfico caracterizado de acordo com o macroclima, a fitofisionomia, o solo e a altitude específicos.

Biota: Conjunto de seres vivos, flora e fauna, que habitam ou habitavam um determinado ambiente geológico, como por exemplo, biota marinha, biota terrestre, etc. 

Ecologia: é a ciência que estuda as interações entre os organismos e seu ambiente, ou seja, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição.


Ecossistema: O ecossistema  é a unidade principal de estudo da ecologia e pode ser definido como um sistema composto pelos seres vivos (meio biótico) e o local onde eles vivem (meio abiótico, onde estão inseridos todos os componentes não vivos do ecossistema como os minerais, as pedras, o clima, a própria luz solar, e etc.) e todas as relações destes com o meio e entre si.
Endemismo: Fenômeno que se caracteriza pela ocorrência exclusiva de uma população de seres vivos numa dada área, tipicamente habitats com condições muito específicas, razão pela qual estas populações não existem naturalmente noutras regiões.
Fitofisionomia: Aspecto da vegetação de um lugar.
Macroclima: Ou clima regional, que corresponde ao clima médio ocorrente num território relativamente vasto. 
Meio Ambiente: É tudo que tem a ver com a vida de um ser ou grupo de seres vivos. 
Precipitação: Diz respeito a fenômenos meteorológicos, geralmente designa a Chuva.
"O Brasil é o país de maior biodiversidade do Planeta. Foi o primeiro signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), e é considerado megabiodiverso – país que reúne ao menos 70% das espécies vegetais e animais do Planeta –, pela Conservation International (CI).

Biodiversidade brasileira. Fonte: http://www.ambietica.com.br/

A biodiversidade pode ser qualificada pela diversidade em ecossistemas, em espécies biológicas, em endemismos e em patrimônio genético.
Devido a sua dimensão continental e à grande variação geomorfológica e climática, o Brasil abriga sete biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Pampas ou Campos Sulinos e Zona Costeira e Marinha), 49 ecorregiões, já classificadas, e incalculáveis ecossistemas.


Distribuição dos Biomas Brasileiros
A biota terrestre possui a flora mais rica do mundo, com até 56.000 espécies de plantas superiores, já descritas; acima de 3.000 espécies de peixes de água doce; 517 espécies de anfíbios; 1.677 espécies de aves; e 518 espécies de mamíferos; pode ter até 10 milhões de insetos.
É preciso lembrar que abriga, também, a maior rede hidrográfica existente e uma riquíssima diversidade sociocultural.
Os estudos de representatividade ecológica levam em consideração diversos elementos tais como, riqueza biológica, vegetação, biogeografia, distribuição de áreas protegidas e antropismo.
Os estudos de representatividade têm por objetivo verificar como os diversos ecossistemas – biomas, ecorregiões e biorregiões – estão sendo representados por meio de ações conservacionistas como áreas protegidas, corredores ecológicos, projetos de preservação de espécies etc. Obtém-se, assim, uma identificação e análise de lacunas, que deverão ser consideradas na definição de prioridades de conservação.

Os métodos de identificação de ecorregiões, análise de lacunas, gestão biorregional e ecorregional, estão sendo empregados pelas principais instituições conservacionistas mundiais, o que resulta na padronização de procedimentos e eficiência nas ações."

Zonas de Transição:

Algumas zonas com características específicas, existentes entre os principais biomas brasileiros, foram identificadas e separadas para facilitar as tarefas e esforços de conservação. Uma delas é a transição entre o Cerrado e a Amazônia, com área de 414.007 km2, envolvendo as florestas secas de Mato Grosso. As florestas de babaçu do Maranhão também foram separadas, na zona de transição Amazônia-Caatinga, com área de 144.583 km2. Finalmente, também foi classificada separadamente a zona encontrada entre a Caatinga e o Cerrado, com 115.108 km2 de área.



Entre a Amazônia e o Cerrado está localizada a Mata Seca, ou floresta mesófila semidecídua. Representa uma forma florestal de manchas inclusas com características comuns do Cerrado, sendo por vezes contornadas ou ladeadas por manchas desse bioma. Quase sempre seus maciços ocorrem em locais afastados dos cursos de água ou da umidade permanente, em terrenos ondulados ou planos. No entanto, os maciços tornam-se menos freqüentes nos declives e dorsos das elevações acentuadas.
O babaçu (Orbygnia phalerata mart) é uma palmeira nativa das regiões norte e nordeste do Brasil. Compõe extensas florestas, ocupando áreas onde a floresta primária foi desmatada. Além do nome babaçu, também é conhecida por bagassú, aguassú e coco de macaco. Ocorre em uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia amazônica e as terras semi-áridas do Nordeste brasileiro.

O clima nessa área é bem mais úmido do que na Caatinga, com vegetação mais exuberante à medida em que se avança para o oeste. A vegetação natural é a mata dos cocais, onde se encontra a palmeira babaçu, da qual é extraído óleo utilizado na fabricação de cosméticos, margarinas, sabões e lubrificantes. A economia local é basicamente agrícola, predominando as plantações de arroz nos vales úmidos do estado do Maranhão. Na década de 80, no entanto, teve início o processo de industrialização da área, com a instalação de indústrias que constituem extensões dos projetos minerais da Amazônia.

Já na transição entre o Cerrado e a Caatinga pode observar-se uma vegetação mais rica que a da Caatinga, com florestas de árvores de folhas secas. Naturalmente, o clima é mais seco que o do Cerrado, com solo mais ressecado e períodos mais intensos sem chuva. A maior parte desta área está na fronteira do Cerrado com o sertão, no interior de estados nordestinos.

Fonte:http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/bioma_transicao/

 

A seguir, são apresentados dois vídeos de autoria do Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo - USP, mostrando características que definem os Biomas brasileiros:




Fontes de Pesquisa:
Terra Pulsante ano 2

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